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Quanto Custa Carregar um Carro Elétrico no Posto em 2025

Mercado e Economia

Descubra quanto custa carregar um carro elétrico no posto, compare com recarga em casa e saiba como economizar significativamente com seu veículo elétrico no Brasil. Carregar um carro elétrico em postos públicos custa entre R$ 1,50 e R$ 3,50 por kWh, dependendo do tipo de carregador e potência, resultando em gastos de R$ 22 a R$ 150 por carga completa. Apesar disso, continua muito mais econômico que abastecer com gasolina — um carro elétrico roda 100 km por apenas R$ 22 a R$ 30 em eletropostos, enquanto um carro a combustão gasta entre R$ 40 e R$ 50 em gasolina na mesma distância.

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Carro elétrico carregando em eletroposto público

Preços de Carregamento em Postos Públicos no Brasil

Os custos de carregamento variam bastante dependendo do tipo de eletroposto e sua potência. Nas estações rápidas de 50 kW, encontradas principalmente em rodovias e centros urbanos, as tarifas típicas praticadas por redes como Tupinambá e Shell Recharge variam de R$ 1,50 a R$ 1,95 por kWh. Isso significa que carregar 100 km de autonomia (aproximadamente 15 kWh) sairia em torno de R$ 22,50 nesses postos.

Os eletropostos de potência ainda maior, com carregadores ultrarrápidos de 150 kW ou mais, cobram tarifas bastante elevadas. Em estações de alta potência, o custo pode atingir R$ 2,50 a R$ 3,50 por kWh, fazendo uma bateria grande custar próximo de R$ 150 para uma carga completa. Essa modalidade é especialmente útil em viagens e emergências pela rapidez da recarga (30-45 minutos), porém o preço por quilômetro rodado pode se aproximar significativamente do custo com combustíveis convencionais se a tarifa for muito elevada.

Para carregadores mais lentos e semirrápidos em AC (até ~22 kW), encontrados em locais como shoppings, supermercados e estacionamentos, o valor costuma variar entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por kWh, sendo uma faixa mais acessível para recargas urbanas. Muitos desses estabelecimentos ainda oferecem carregamento gratuito ou a baixo custo para clientes, sem cobrança específica por kWh consumido.

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Recarga de carro elétrico em casa com wallbox

Carregamento em Casa: A Opção Mais Econômica

Carregar em casa continua sendo a forma significativamente mais barata de manter seu carro elétrico. Com tarifas residenciais em torno de R$ 0,50 a R$ 0,70 por kWh na maioria das regiões brasileiras, recuperar 100 km de autonomia custa apenas entre R$ 9 e R$ 15.

Usando o exemplo do BYD Dolphin, o carro elétrico mais vendido no Brasil com bateria de aproximadamente 45 kWh, uma carga completa em São Paulo (com tarifa média de R$ 1 por kWh) custa cerca de R$ 45 e garante uma autonomia de 291 km. Para comparação, um carro a combustão como o Renault Kwid consumiria cerca de R$ 106 em gasolina para percorrer a mesma distância — uma diferença de mais de R$ 60 por recarga.

Em regiões como Belo Horizonte, onde o kWh custa R$ 0,68, carregar o Dolphin Mini sai por apenas R$ 25,84. Já no Rio de Janeiro, com tarifa de R$ 1,12 por kWh, o custo atinge R$ 42,56.

Wallbox Residencial: Investimento que Compensa

Para quem deseja recarga ainda mais rápida em casa, um wallbox residencial oferece tempo de carga reduzido:

  • Wallbox 7,4 kW: recarga completa em ~12 horas (custo de instalação: R$ 1.000-2.900)
  • Wallbox 11-22 kW: recarga completa em 6-8 horas (custo de instalação: R$ 1.000-3.000)

Os wallboxes em si custam entre R$ 2.500 e R$ 8.000 dependendo da potência e marca. Muitos fabricantes incluem o equipamento gratuitamente na compra do veículo, sendo necessário arcar apenas com a instalação elétrica. O investimento total em wallbox mais instalação fica na faixa de R$ 4.500 a R$ 11.900, dependendo das adaptações necessárias na rede elétrica da residência.

A instalação deve seguir rigorosamente as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), com avaliação técnica prévia, reforço elétrico se necessário e instalação por profissional capacitado e homologado.

Comparação: Carregamento em Postos vs Recarga em Casa

Tipo de CarregamentoPreço/kWh (R$)Custo 100kmCusto Mensal*Ideal Para
Residencial (Tomada)0,50-0,70R$ 9-15R$ 135-225Carga lenta noturna
Wallbox 7,4-22 kW0,50-0,70R$ 9-15R$ 135-225Carga rápida em casa
Eletroposto AC (22 kW)0,50-1,00R$ 15-22R$ 225-330Carregamento urbano
Eletroposto DC (50 kW)1,50-2,50R$ 22-30R$ 330-450Viagens e maior rapidez
Eletroposto DC (150+ kW)2,50-3,50R$ 30-45R$ 450-675Emergências/rodovias
Gasolina (para comparação)R$ 40-50R$ 600-750Carro a combustão

*Cálculo baseado em 1.500 km/mês

Melhor Horário para Carregar: Economize até 50%

O horário em que você carrega faz uma diferença significativa nos custos. Carregar fora do horário de pico pode economizar até 30-50% em comparação com carregamentos em horários de ponta.

Os melhores momentos para carregar seu veículo elétrico em casa são:

  • Horário mais barato: entre meia-noite e 7 da manhã (fora da demanda de pico)
  • Fora do horário de pico: geralmente entre 11h e 7h (com tarifas reduzidas)
  • Horário de pico (evitar): entre 16h e 21h (demanda alta, tarifas até 3x mais caras)

Algumas concessionárias oferecem tarifa branca, que diferencia os preços por horário:

  • Horário de ponta (18h-21h): até 3x mais cara
  • Horário fora de ponta (madrugada): até 50% mais barata

Se você possui painéis solares, o melhor momento é ao meio-dia, quando a geração é máxima, tornando o custo praticamente zero.

Redes de Carregamento Público no Brasil

O Brasil conta com principais redes agregadoras e operadoras que facilitam o acesso a eletropostos. Compreender as diferenças ajuda a escolher a melhor opção:

Shell Recharge: Gigante das Rodovias

A Shell Recharge, operada pela Raízen, é especializada em carregadores rápidos (DC) em rodovias e grandes corredores urbanos. Seus preços tipicamente variam de R$ 1,50 a R$ 2,50 por kWh. A rede está expandindo com parceria com BYD para instalar cerca de 600 novos pontos de recarga DC. É ideal para viagens longas entre capitais.

Tupinambá: Super App Agregador

A Tupinambá funciona como agregador, mostrando mais de 1.500 pontos no mapa de diferentes redes parceiras. Seu preço varia bastante conforme o proprietário do ponto define sua tarifa (por kWh, por tempo ou combinação). Oferece pagamento unificado em um único aplicativo para diferentes redes.

EZVolt: Especialista Urbana

A EZVolt se dedica a soluções corporativas, condomínios e ambientes urbanos. Seus preços em pontos públicos são competitivos, variando entre R$ 1,77 a R$ 1,97 por kWh, com foco em rotina diária e recargas recorrentes.

Integração BYD Recharge

Desde maio de 2025, BYD, EZVolt e Tupi Mobilidade criaram a maior rede de carregamento do Brasil, totalizando mais de 1.500 locais em uma única plataforma, permitindo visualizar pontos em tempo real, escolher a melhor opção e fazer pagamento unificado.

A Economia Geral: Carro Elétrico vs Combustão

A diferença de custos entre carregar um carro elétrico e abastecer com gasolina é impressionante:

  • Carro elétrico rodando 100 km em postos públicos: R$ 22-30
  • Carro a combustão rodando 100 km com gasolina: R$ 40-50
  • Economia por 100 km: até 50% de redução

Para um uso mensal típico de 1.500 km:

  • Elétrico (carregamento em casa): R$ 135-225/mês
  • Elétrico (postos públicos): R$ 330-450/mês
  • Combustão (gasolina): R$ 600-750/mês
  • Economia mensal elétrico vs combustão: entre R$ 300 e R$ 540

Essa economia anual alcança R$ 3.600 a R$ 6.480, sem contar com os custos de manutenção 30-54% mais barata nos elétricos, que não precisam de trocas de óleo, filtros, velas de ignição nem escapamento.

Tendências e Futuro do Carregamento no Brasil

A infraestrutura de recarga está em expansão acelerada. Em 2025, foram registradas mais de 8 mil vendas de veículos elétricos em um único mês (setembro), representando crescimento de 73,6% em relação ao ano anterior.

O Brasil precisaria atingir 807 mil pontos de recarga até 2040 para atender à demanda prevista, um aumento de 44% em relação ao que existe atualmente, exigindo investimento estimado entre R$ 20,7 bilhões e R$ 24,9 bilhões.

Condomínios têm até 2026 para se adequar à recarga de carros elétricos, conforme regulamentação em vigor. Essa padronização promete maior facilidade de acesso e segurança nos pontos de carregamento.

Conclusão

Carregar um carro elétrico em postos públicos custa entre R$ 1,50 e R$ 3,50 por kWh, sendo sempre mais econômico que gasolina. A recarga em casa (R$ 0,50-0,70/kWh) oferece as maiores economias, especialmente quando feita em horários fora de pico com desconto de até 50%. Com a expansão da infraestrutura de recarga e integração de mais de 1.500 pontos em plataformas unificadas, o Brasil caminha para tornar a mobilidade elétrica ainda mais acessível. Se você busca economia a longo prazo, carregue em casa sempre que possível, invista em um wallbox residencial e planeje eletropostos para viagens. Seu bolso e o planeta agradecem.

Veja também: Como Carregar um Carro Elétrico: Guia Completo para Brasileiros em 2025

FAQ: Perguntas Frequentes sobre Carregamento

Quanto custa uma carga completa em um eletroposto rápido?

Uma carga completa de bateria com capacidade de 40-50 kWh em um eletroposto DC rápido (50 kW) custa entre R$ 60 a R$ 125, dependendo da rede e localização. Em carregadores DC ultrarrápidos (150+ kW), pode chegar a R$ 150.

Qual a melhor rede de carregamento para economizar?

Para recarga urbana diária, EZVolt oferece preços competitivos (R$ 1,77-1,97/kWh). Para viagens, Shell Recharge tem boa cobertura. Para explorar várias opções com pagamento único, use a plataforma da Tupinambá ou BYD Recharge com mais de 1.500 pontos.

Carregador portátil vs wallbox: qual é melhor?

O carregador portátil (3,7 kW) leva 22-40 horas para carga completa. Um wallbox 7,4 kW reduz para 12 horas, e um de 22 kW para apenas 6 horas. Para praticidade, o wallbox é superior, apesar do investimento inicial de R$ 1.000-3.000 em instalação.

Vale a pena pagar por wallbox residencial?

Sim. Com investimento total de R$ 4.500-11.900 e economia de R$ 300-540/mês comparado a combustão, o wallbox se paga entre 8 e 40 meses de uso. Além disso, aumenta o valor do imóvel e oferece conveniência diária.

Postos de carregamento gratuitos ainda existem?

Muitos ainda existem em shoppings, supermercados, concessionárias e hotéis. No entanto, a tendência é cobrança paga em estações públicas estratégicas, principalmente carregadores rápidos em rodovias.

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