O mercado de carros elétricos no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando a transição energética como uma realidade definitiva e não apenas uma tendência. Com 245 mil veículos eletrificados vendidos até novembro, o país registrou um crescimento impressionante de 38% em relação a 2024, superando as projeções iniciais e se posicionando como liderança regional na adoção de mobilidade sustentável. Este crescimento explosivo é impulsionado por múltiplos fatores: a chegada de novas montadoras chinesas, a expansão agressiva da infraestrutura de recarga, a redução de preços dos modelos de entrada e, fundamentalmente, a mudança no comportamento do consumidor brasileiro que cada vez mais valoriza economia, sustentabilidade e inovação tecnológica.
Para 2026, as perspectivas apontam para um momento ainda mais transformador. Especialistas projetam que o mercado de carros elétricos atingirá cifras próximas a 300 mil unidades, com a possibilidade de ultrapassar a marca de 1 milhão de veículos vendidos entre 2026 e 2027. Este cenário representa a transição de uma fase de “adotantes iniciais” para a fase de “maioria inicial”, quando a tecnologia deixa de ser novidade para se integrar definitivamente à rotina dos brasileiros.

Vendas de Carros Eletrificados no Brasil – 2025 (Jan-Nov)
2025: O Ano do Consolidação do Mercado de Carros Elétricos
O ano de 2025 será lembrado como o ano em que o mercado de carros elétricos deixou de ser um experimento para se tornar uma força estruturante na indústria automotiva brasileira. O crescimento foi tão intenso que, apenas até novembro, o país havia emplacado 245 mil 509 veículos eletrificados, praticamente atingindo a estimativa anual e superando significativamente as expectativas do início do ano. Este resultado surpreendente ocorreu mesmo diante de desafios econômicos, como as altas taxas de juros e o aumento do imposto de importação.
A dinâmica do mercado de carros elétricos em 2025 foi marcada pela diversificação de modelos disponíveis e pela chegada de novos players industriais. A BYD consolidou sua posição dominante com a venda de 100 mil veículos apenas em 2025, um crescimento de mais de 30% em relação aos 76 mil vendidos em 2024. O BYD Dolphin Mini, modelo mais acessível do portfólio da marca, tornou-se um fenômeno de vendas, ultrapassando 31 mil unidades no ano e se consolidando como o carro elétrico mais vendido do Brasil. Este sucesso demonstra que a democratização do acesso à tecnologia elétrica é o maior catalisador do crescimento do setor.

BYD Dolphin Mini: o carro elétrico mais vendido do Brasil em 2025
A participação dos veículos eletrificados no mercado total também cresceu substancialmente. Em outubro de 2025, os carros elétricos e híbridos representaram 8,6% de todas as vendas do mercado automotivo brasileiro, contra 6,4% no mesmo mês de 2024. Este avanço de 2,2 pontos percentuais em um único ano ilustra a velocidade da transformação em andamento. Entre os eletrificados, os híbridos plug-in (PHEV) ganharam protagonismo, representando 44,3% das vendas do segmento e superando gradualmente os híbridos convencionais como opção preferida dos consumidores.
Os Números Que Definem 2025
Segundo estimativas da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o mercado de carros elétricos deve encerrar 2025 com 215 mil unidades vendidas, representando um crescimento anual de 21% em relação a 2024. Este crescimento é três vezes mais rápido do que a média do mercado automotivo total, consolidando os veículos eletrificados como o segmento de maior expansão da indústria.
Os principais modelos que lideraram este crescimento foram:
- BYD Dolphin Mini – 31.415 unidades em 2025
- BYD Song Pro – 19.579 unidades
- BYD Song Plus – 14.697 unidades
- BYD King – 11.510 unidades
- Chevrolet Spark EUV – alternativa dos primeiros da marca americana
- Renault Kwid E-Tech – 99.990 reais, modelo mais acessível do país
Esta composição de vendas reflete uma estratégia bem-sucedida de segmentação de mercado, atendendo desde consumidores que buscam máxima acessibilidade até aqueles que desejam maior conforto e tecnologia. A redução de preços foi fundamental: o Renault Kwid E-Tech, lançado em sua segunda geração em 2025, manteve seu preço em R$ 99.990, consolidando-se como o carro elétrico mais barato do Brasil. Com novos sistemas de assistência à condução (ADAS), maior segurança e design renovado, o modelo oferece uma proposta excepcional de valor.
A distribuição geográfica também evoluiu significativamente. O Sudeste continua liderando com 45% das vendas em outubro de 2025, mas as regiões Sul (18,6%) e Nordeste (16%) crescem continuamente. São Paulo domina o ranking estadual com 29,8% das vendas, seguido pelo Distrito Federal (10,5%) e Paraná (6,8%), indicando que a eletrificação já não é mais um fenômeno exclusivamente metropolitano.
Infraestrutura: O Pilar da Expansão
Um dos fatores mais críticos para o sucesso do mercado de carros elétricos em 2025 foi a expansão robusta da infraestrutura de recarga. O Brasil alcançou a impressionante marca de 16.880 pontos de recarga públicos e semipúblicos até agosto de 2025, representando um crescimento exponencial a partir dos apenas 350 pontos existentes em dezembro de 2020. Este avanço de quase 50 vezes em menos de cinco anos é evidência do comprometimento do setor privado com a adoção massiva de veículos elétricos.
A composição da rede de recarga reflete a sofisticação crescente da infraestrutura: 77% dos pontos utilizam carregadores de corrente alternada (CA) com potências de até 22 kW, enquanto os 23% restantes são carregadores rápidos de corrente contínua (CC) com potências de até 180 kW, destinados a corredores de longo curso. Particularmente notável foi o crescimento de 59% dos carregadores rápidos em apenas seis meses, demonstrando que o mercado está evoluindo para atender demandas de viagens de maior distância.

Infraestrutura de recarga de carros elétricos em expansão no Brasil
Empresas especializadas como a NeoCharge cresceram 70% em 2025, consolidando seu papel estratégico no ecossistema de recarga. A empresa firmou parcerias importantes com frotas corporativas, como a AXIA Energia, mostrando que a infraestrutura deixa de ser apenas um facilitador de varejo para se tornar um ativo essencial para grandes operações. Esta integração entre indústria automotiva e serviços de recarga define o modelo de negócio sustentável para os próximos anos.
A distribuição regional da infraestrutura, porém, ainda apresenta desafios. O Sudeste e Sul concentram mais de 70% da rede total de recarga, com São Paulo liderando com 4.500 pontos e Rio de Janeiro com 2.800. O Nordeste permanece como região de maior urgência, representando menos de 10% da rede nacional, criando oportunidades de investimento e expansão. As projeções indicam que o Brasil pode superar a marca de 20 mil eletropostos públicos até o final de 2025, e atingir 25 mil pontos até o final de 2026, desde que os investimentos continuem.
Os Principais Atores: BYD, Stellantis e Novas Marcas
A Dominância da BYD
A BYD consolidou sua liderança absoluta no mercado de carros elétricos brasileiro, alcançando a marca histórica de 100 mil veículos vendidos em pouco mais de três anos de operação. Em 2025, a marca ultrapassou a impressionante cifra de 100 mil carros vendidos apenas em um ano, representando um crescimento de mais de 30% em relação a 2024. Esta velocidade de expansão é praticamente inédita para uma marca estrangeira no mercado automotivo brasileiro.
O sucesso da BYD não se baseia apenas em volume, mas em capilaridade estratégica. A marca expandiu sua rede para mais de 200 concessionárias em funcionamento em todos os estados brasileiros, com meta de alcançar 250 lojas nos próximos meses. As capitais que mais venderam modelos BYD em 2025 foram Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador, indicando uma distribuição equilibrada entre grandes centros.
A produção local também acelerou significativamente. A fábrica de Camaçari (BA), inaugurada pela BYD em 2025, ultrapassou a marca de 10 mil veículos produzidos no país, consolidando-se como um dos pilares da operação nacional. Este investimento em infraestrutura industrial local não apenas reduz custos, mas também posiciona o Brasil como centro de produção para exportações futuras na América Latina.
Stellantis: A Resposta das Tradicionais
Diante da ofensiva chinesa, a Stellantis acelerou significativamente seus planos de eletrificação. O novo presidente da Stellantis para a região, Herlander Zola, confirmou que a empresa intensificará a hibridização de seus modelos a partir de 2026, com o objetivo de ter “soluções de hibridização em todas as vertentes e em todas as suas fábricas”.
Uma das estratégias mais importantes foi a aquisição do stake de 21% na Leapmotor, marca chinesa 100% eletrificada. A Stellantis confirmou que a Leapmotor será produzida no Brasil a partir de 2026, inicialmente no polo automotivo de Goiana (PE), que também fabrica Jeep, Fiat e Ram. O modelo será um regime KD (possivelmente CKD ou SKD), garantindo a estruturação de uma cadeia de valor local. Este movimento representa uma mudança estratégica importante: em vez de competir diretamente com os chineses, a Stellantis está integrando uma marca chinesa em seu portfólio.
A Stellantis também deve superar em 2025 a marca de 1 milhão de veículos vendidos em um único ano na América do Sul, consolidando sua posição como liderança regional.
Outras Marcas e Novidades
A Chevrolet ganhou espaço no mercado de carros elétricos com o Spark EUV, único modelo entre os cinco mais vendidos que não pertence à BYD. A Volvo mantém sua relevância com modelos híbridos plug-in, enquanto a Renault aposta decididamente na democratização com o Kwid E-Tech atualizado.
A chegada da Leapmotor em 2026 promete adicionar mais dinamismo ao segmento, com modelos 100% eletrificados como o C10 elétrico, C10 REEV, B10 e o SUV C16. A marca enfatiza a “proposta de valor com diferenciais que não costumam ser vistos em veículos dessa categoria”, apontando para um nicho de mercado focado em modelos acessíveis e funcionais.
| Marca | Principal Modelo | Posicionamento | Status 2025 |
|---|---|---|---|
| BYD | Dolphin Mini | Entrada / Liderança | 31.415 un. |
| Chevrolet | Spark EUV | Competitivo | Crescimento |
| Renault | Kwid E-Tech | Mais acessível (R$ 99.990) | Renovado |
| Volvo | Modelos PHEV | Premium híbrido | Estável |
| Leapmotor | C10 / C16 | 100% eletrificado | Chegando 2026 |
As Expectativas para 2026: O Ano da Transformação
As projeções para 2026 são ainda mais ambiciosas que as de 2025. Segundo especialistas da ABVE e analistas do setor, o mercado de carros elétricos deve atingir aproximadamente 280 a 300 mil unidades no próximo ano, continuando a trajetória de crescimento acelerado. Porém, o grande marco deve ocorrer entre o último trimestre de 2026 e o primeiro trimestre de 2027, quando o Brasil deve ultrapassar a histórica marca de 1 milhão de unidades vendidas.
Este salto para 1 milhão de unidades representa a transição de uma fase crítica no ciclo de adoção de tecnologia. De acordo com o modelo de difusão de inovações de Everett Rogers, o Brasil está saindo da fase dos “adotantes iniciais” (13,5% do mercado potencial) e avançando para a “maioria inicial” (34% do mercado potencial). Esta mudança de fase é fundamental porque significa que a tecnologia deixa de ser percebida como novidade e passa a ser vista como uma solução prática, confiável e economicamente viável.
Investimentos Industriais Definindo o Futuro
A produção local será a chave para a sustentabilidade do crescimento em 2026. A BYD já expandirá sua capacidade em Camaçari (BA), enquanto a GWM iniciará uma produção mais robusta em Iracemápolis (SP) com foco em híbridos. A Stellantis, através da Leapmotor, agregará uma terceira linha de produção totalmente eletrificada no polo de Goiana (PE).
Estes investimentos não são meramente incrementais. Representam um compromisso de longo prazo com a localização de cadeias de valor inteiras, desde a fabricação de baterias até a montagem final. A meta é que até 2030, o Brasil tenha uma infraestrutura industrial capaz de exportar veículos eletrificados para toda a América Latina, posicionando o país como liderança regional em tecnologia automotiva.
Redução de Preços e Acessibilidade
A tendência de redução de preços deve continuar em 2026, com novos modelos de entrada possivelmente abaixo de R$ 99.990. A queda nos custos de produção, impulsionada pela maior localização de componentes e pela economia de escala, permitirá que fabricantes ofereçam propostas cada vez mais competitivas.
Particularmente importante é o mercado de seminovos, que está crescendo rapidamente. Com mais veículos eletrificados circulando, a disponibilidade de opções de usados a preços acessíveis criará uma demanda secundária significativa, ampliando o alcance do mercado de carros elétricos para segmentos de renda média-baixa.
A Inflação de Pontos de Recarga
As projeções indicam que o Brasil pode ter 25 mil eletropostos operacionais até o final de 2026, desde que persistam os investimentos. Esta expansão deve focar especialmente em corredores interurbanos e regiões com menor penetração atual, como o Nordeste e Centro-Oeste. A interoperabilidade dos sistemas de pagamento e a padronização de conectores são desafios críticos que devem ser resolvidos.
Uma tendência interessante será a expansão de carregadores domésticos e comerciais. Com mais propriedários de imóveis instalando wallboxes, a dinâmica de recarga deve se diversificar além dos pontos públicos. Além disso, há discussões sobre a integração de energias renováveis em cada novo ponto de recarga, alinhando o crescimento do setor de mobilidade com objetivos de sustentabilidade ambiental.
Desafios e Oportunidades
Os Obstáculos Ainda Presentes
Apesar do crescimento impressionante, o mercado de carros elétricos enfrenta desafios estruturais que podem impedir um crescimento ainda mais acelerado. A dependência de importações, especialmente de modelos chineses, permanece como vulnerabilidade estratégica. Embora a produção local esteja crescendo rapidamente, a maioria dos componentes críticos, especialmente baterias, ainda é importada.
O aumento do imposto de importação, que alcançou 25% para BEV, 28% para PHEV e 30% para HEV em julho de 2025, com cronograma de atingir 35% em julho de 2026, pode abrandar o crescimento se as alternativas locais não forem suficientemente competitivas em preço e qualidade. Porém, este é um objetivo deliberado da política governamental: incentivar a produção nacional através da desvantagem tarifária às importações.
A infraestrutura de recarga, apesar do crescimento expressivo, ainda é insuficiente em muitas regiões. Rodovias, especialmente as de maior distância, carecem de carregadores rápidos. A cobertura geograficamente desigual cria o que os especialistas chamam de “ansiedade de autonomia”, desestimulando consumidores que desejam usar veículos elétricos em viagens de longa distância.
Há também desafios regulatórios e de políticas públicas. Embora existam incentivos pontuais como a isenção de IPVA em alguns estados, o Brasil ainda carece de uma estratégia nacional integrada que estabeleça metas claras e ofereça segurança jurídica para investimentos de longo prazo. A modernização da rede elétrica é outra prioridade, já que a demanda por eletricidade dos pontos de recarga criará picos significativos no consumo.
As Oportunidades Que Emergem
Apesar dos desafios, o mercado de carros elétricos está criando oportunidades sem precedentes. A cadeia de suprimentos está sendo reorganizada, com empresas brasileiras e estrangeiras investindo em fábricas de componentes, baterias e sistemas de recarga. Este efeito multiplicador deve gerar centenas de milhares de empregos diretos e indiretos.
A exportação de veículos eletrificados para a América Latina está no horizonte. Como afirmou Ricardo Bastos, presidente da ABVE, “a América Latina está atualmente no ponto em que o Brasil estava há cinco anos”, uma vantagem estratégica que abre oportunidades para exportações futuras, especialmente de veículos híbridos plug-in fabricados no país.
O ecossistema de startups e inovação também está florescendo. Empresas como VoltBras, NeoCharge e outras soluções de gestão de recarga estão criando serviços de valor agregado que ampliam o modelo de negócio original. Estes atores são fundamentais para criar a infraestrutura de software e gestão que suporta a mobilidade elétrica de próxima geração.
A Transformação da Indústria Automotiva Brasileira
O mercado de carros elétricos em 2025 representou um ponto de inflexão definitivo para a indústria automotiva brasileira. Durante décadas, o país foi dominado por montadoras tradicionais como Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford. Em um período de apenas 4-5 anos, a BYD conseguiu se posicionar como uma das três maiores vendedoras do país, e outras marcas chinesas como GWM conquistaram espaços significativos.
Esta transformação não é apenas uma questão de números. Ela reflete uma mudança profunda no que os consumidores brasileiros valorizam: sustentabilidade, tecnologia, economia de combustível e confiabilidade. Os dados mostram que o consumidor brasileiro, historicamente focado no preço inicial, está fazendo cálculos mais sofisticados que incluem o custo total de propriedade. Um veículo elétrico com preço maior, mas com manutenção 70% mais barata e autonomia suficiente para o uso diário, é percebido como uma decisão racional e competitiva.
A consolidação do mercado de carros elétricos também força a aceleração da eletrificação de montadoras tradicionais. Stellantis, que era praticamente ausente no segmento, está agora investindo bilhões em hibridização e eletrificação. Volkswagen e outras europeias estão aumentando sua presença. Apenas General Motors, que apostou tudo em modelos a combustão, vê sua participação de mercado cair significativamente.
Veja também: Carros Eletrificados: A Revolução da Mobilidade Sustentável no Brasil em 2025
Conclusão
O mercado de carros elétricos no Brasil vivenciou em 2025 uma transformação profunda e irreversível. Com 245 mil veículos eletrificados vendidos até novembro e crescimento acumulado de 38%, o país consolidou sua posição como líder regional em adoção de mobilidade sustentável. A BYD tornou-se a maior vendedora, a infraestrutura de recarga expandiu exponencialmente, e novos investimentos industriais posicionam o Brasil como centro produtor de veículos eletrificados para toda a América Latina.
As perspectivas para 2026 são ainda mais ambiciosas: crescimento contínuo rumo aos 280-300 mil veículos, evolução da infraestrutura com 25 mil eletropostos, maior localização da produção com Leapmotor, GWM e expansão da BYD. Mais importante, o Brasil deve atingir a marca histórica de 1 milhão de veículos eletrificados vendidos entre 2026 e 2027, marcando a transição definitiva de uma fase experimental para uma realidade consolidada.
Este sucesso é resultado de múltiplos fatores: preços cada vez mais competitivos, maior segurança dos consumidores na tecnologia, políticas de incentivo à produção local, e fundamentalmente, a percepção racional de que os carros elétricos oferecem melhor custo-benefício para a realidade do consumidor brasileiro. O futuro não é apenas mais verde, mas também mais acessível, tecnológico e sustentável.
FAQ – Dúvidas Frequentes sobre o Mercado de Carros Elétricos
Qual é o carro elétrico mais barato do Brasil em 2025?
Por que o BYD Dolphin Mini é tão popular?
O BYD Dolphin Mini conquistou o mercado através de uma combinação única de fatores: preço muito acessível (começando em torno de R$ 115 mil), desempenho adequado para uso urbano, design moderno, ampla rede de concessionárias BYD (200+ lojas em todo o Brasil) e confiabilidade de uma marca chinesa consolidada globalmente. Com mais de 31 mil unidades vendidas apenas em 2025, é o veículo elétrico mais vendido do país.
Quantos pontos de recarga existem no Brasil em 2025?
O Brasil alcançou aproximadamente 16.880 pontos de recarga públicos e semipúblicos até agosto de 2025, com projeções de superar 20 mil até o final do ano. Destes, 77% são carregadores de corrente alternada (CA) para recarga lenta, e 23% são carregadores rápidos de corrente contínua (CC). A infraestrutura deve alcançar 25 mil pontos até o final de 2026.
Qual será o crescimento esperado do mercado de carros elétricos em 2026?
Analistas projetam que o mercado de carros elétricos atinja entre 280 a 300 mil unidades em 2026, mantendo a trajetória de crescimento acelerado. O grande marco será entre o último trimestre de 2026 e o primeiro de 2027, quando o Brasil deve ultrapassar a marca de 1 milhão de unidades vendidas desde o início da eletromobilidade.
A Leapmotor será produzida no Brasil?
Sim, a Leapmotor será produzida no Brasil a partir de 2026 no polo automotivo da Stellantis em Goiana (PE), que também fabrica Jeep, Fiat e Ram. A marca chinesa chegará ao país com portfólio 100% eletrificado, incluindo modelos como o C10 elétrico, C10 REEV, B10 e o SUV C16.

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